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sábado, 7 de maio de 2016

Aos 13...

E eu já tinha 13 anos, já estava familiarizada com a motocicleta, ela já me levara várias vezes em sua garupa, com meu pai na condução, claro! 
Mas eu queria mais, queria eu mesma conduzir o "bicho" (CGzinha 125), ter a emoção de sair sozinha. Me restava tentar convencer meu pai de que eu era capaz, mas como?
Com jeitinho cheguei falando... "Pai, se eu lavar sua moto, você me ensina a pilotar?"
Não esperava que ele topasse, mas para minha surpresa, sua resposta foi sim. Foi aí que dei tudo de mim, levei, escovei, lustrei, me esmerei para que fosse o melhor banho já dado naquela moto. Ao terminar, toda orgulhosa, cobrei primeira minha aula, meu pagamento, mas meu pai disse. "Marta, eu vou te ensinar, mas não será hoje, pois você me pediu para eu te ensinar, mas não combinamos quando."
Bobeira a minha, que serviu como ensinamento, tanto de como lavar bem uma moto, quanto de como negociar um pagamento pelo serviço.
Dois meses depois, lá estava eu novamente, fazendo uma nova tentativa. Lavei, lustrei, e fiz de tudo para que ela ficasse como nova. E já sentada na moto, ligada, cobrei meu pagamento, dessa vez combinado para o mesmo dia! E veio meu pai, dar as dicas da tão esperada primeira voltinha.
Ele me ensinou sobre as marchas, a embreagem e o acelerador e eu fui... Rsrsrs. Calma, não tão rápido assim.
Pois quando percebi, estava acelerando, mas a moto não saia do lugar, meu pai, mais que esperto, levantou a traseira da moto, freando meu primeiro vento no rosto e consequentemente meu sorriso.
E eu o ouvi dizendo atrás de mim. "Pronto, acabou sua primeira aula."
Nossa, lembro que foi uma decepção, achei que ia sair passeando, assim, fácil, de primeira... mas meu pai sempre soube o que estava fazendo!



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